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Essa palestra vai mudar a forma como você enxerga o Trabalho!

Se você leva Trabalho a sério, leia e reflita sobre esse conteúdo!

Depois de trabalhar por 15 anos em empresas tradicionais (públicas, privadas, nacionais, estrangeiras, profissionais e “de dono”), buscando chegar ao sucesso, eu cheguei!

Cheguei ao “sucesso”! E não gostei!

Nessa palestra TEDx, eu conto o porquê!

Será que você está sendo guiado para uma forma de sucesso em que acredita? Ou está sendo pago para anestesiar sua subjetividade, dar uma pausa na criatividade e apenas obedecer e cumprir horário?

Se você sente raiva de ir para o “trabalho”, odeia o “chefe”, não tem “saco” com os colegas etc., pode ser que você esteja preso em uma relação de emprego e não de Trabalho. Como diriam alguns sábios imprecisos: “Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa…. “

Emprego é uma relação entre duas pontas, você e um empregador. É regido por um acordo, um contrato, uma forma burocrática de estabelecer o que será feito. Você presta um serviço em troca de algo, normalmente (pouca) grana.

Já o Trabalho é uma relação sua com o mundo! É a forma que você encontra para colocar sua força produtiva em ação e mostrar suas ideias e intenções de forma concreta! A contrapartida é mais ampla do que apenas dinheiro! Em geral, você consegue enxergar o impacto da sua ação! Seja em você, seja em outras pessoas! Nesse contexto, a organização na qual você atua, torna-se uma plataforma para o seu melhor!

Pois bem… o tema é super complexo e precisaremos de muitos textos para pensarmos juntos em como ter uma relação mais legal com Trabalho, emprego, produção, etc. (por isso, cadastre-se na nossa newsletter grátis aqui no site e me acompanhe no facebook).

O lance é o seguinte. A ENORME maioria das pessoas nunca pensou sobre Trabalho. Só foi provocada a encontrar um emprego. Assim, começou uma “carreira”, fazendo algo que dava algum dinheiro e que parecia promissor (você poderia aprender algo ou crescer na empresa). Tempos depois, começam os “problemas”, ou seja, seu cérebro volta a funcionar….

– O que eu tô fazendo aqui?

– Quem é esse cara que manda em mim?

– Por que eu tenho que chegar nesse horário?

– Por que eu tenho que usar essa roupa?

– Por que eu não posso ir embora agora, se não tem mais nada pra fazer?

– Quando eu vou ganhar mais?

– Esse cara tá sacaneando a empresa e se eu contar, eu vou rodar…

– Odeio meu chefe!

– Odeio meu funcionário!

– Odeio esses colegas falsos!

– Odeio as segundas-feiras de manhã!

– Odeio odiar isso tudo. Queria tudo diferente….

Na outra ponta, estão as empresas e organizações, com modelos ultrapassados de gestão, de relacionamento e de suporte às pessoas, tentando encaixotar a forma de produção.

Por mais que a gente diga que a culpa é das “empresas”, no fundo, as empresas são apenas um grupo de pessoas com crenças e valores parecidos. Ou seja, a mudança só virá a partir da evolução da visão das pessoas, sobre qual o papel do Trabalho. Teremos mais autonomia e precisaremos mostrar mais iniciativa e responsabilidade.

O Trabalho bem feito não é para os outros. É para você! Você é especial demais para ser medíocre!

Clique e assista o vídeo, comente e junte-se a nós na construção de uma nova forma de Trabalho!

TEDxSao Paulo capa

 

Por que vamos queimar a Carteira de trabalho!

Se você está insatisfeito com a realidade do Trabalho, leia o texto até o final!

Assim como eu, milhões de brasileiros consideravam uma das suas maiores conquistas profissionais a assinatura da carteira de trabalho (CTPS). O caderninho azul era quase uma medalha de reconhecimento e poderia ser a chave para novas possibilidades de sucesso!

A minha carteira foi estreada quando eu tinha 17 anos. E, em cada um dos meus diversos empregos, eu me sentia realizado com o carimbo, o registro dos aumentos, o tal dissídio (ai ai ai), a obrigatoriedade das férias, aquele 1/3 adicional e a maravilha do 13º salário. O emprego formal sempre fora meu objetivo profissional. Foi assim que eu aprendi e era isso que era o certo!

Há 25 anos, ninguém falava em empreender. A gente só queria um emprego. Uma oportunidade de entrar em uma empresa, ganhar dinheiro e construir uma carreira. (Por carreira, entenda-se, subir os degraus da estrutura hierárquica que alguém desenhou pra você – a empresa, o RH, o chefe, a “matriz” etc.)

Um querido amigo empresário autônomo me contou, recentemente, que numa dessas sessões de limpeza de gavetas, tirando coisas que a gente guarda pensando que irá utilizar um dia e nunca usa… ele decidiu queimar a carteira de trabalho. Minha primeira reação foi: “que coragem!”.

Então, pensei: “onde está minha carteira de trabalho?”. (Há cerca de 5 anos, eu não a utilizo…)

Fui à caça, para escrever esse artigo, encontrei a danada e descobri que:

  1. Eu não era nada fotogênico naquela época (quem dera já tivessem inventado o Photoshop)
  2. Há registro de passagens por 8 empresas (que somadas a uma breve atuação como vendedor de cursos de inglês nas ruas da Av. Paulista (!!!!), um estágio, um emprego público, um programa de trainee nos EUA, a ação como sócio de startup, e agora dono do meu próprio negócio – Exboss – totalizam nada menos do que 14 interações com diferentes culturas, empresas e formas de Trabalho. UAU!)

Na verdade,

A carteira de trabalho devia se chamar carteira de emprego. Tudo o que ela representa é baseado numa relação obsoleta contratual de XX horas de presença, em troca de YY “dinheiros” e ZZ níveis de obediência. Isso é Emprego e Não Trabalho.

(mais informações sobre esse tema no final do texto!)

A legislação que a suporta, ao mesmo tempo que busca oferecer proteção e suporte aos trabalhadores, restringe a autonomia e flexibilidade entre as partes, evitando que possam discutir e criar suas carreiras e formas de prestação de serviços, favorecendo maior conexão com o Trabalho.

Eu pensei que queimaria minha carteira de trabalho, mas na verdade, ela já estava apagada na minha cabeça e no meu coração. Queima-la fisicamente seria parte de um ritual, do qual não senti falta. Vou guardá-la como registro de um passado que foi importante para formar a pessoa e o trabalhador que sou, juntinho com a carteirinha da escola do Pré II (cuja foto é bem mais fofinha).

Os tempos mudaram e a carteira de trabalho representa parte do atraso que nosso país insiste em manter nas relações profissionais. A onda de empreendedorismo que vemos é a mais clara manifestação da morte lenta do emprego como o conhecemos.

Os trabalhadores querem (e precisam ter):

– Autonomia = que possa ser exercida com iniciativa e responsabilidade.

– Flexibilidade = de horário, de foco de atuação, de interação com outros, de comunicação, de formação, de estrutura e de formas de reconhecimento.

– Colaboração = entre áreas de conhecimento, organizações do mercado, estruturas internas, gerações e diversidade.

– Liberdade = para sugerir e descobrir a forma que julgam eficiente para a elaboração do seu Trabalho

Talvez, você, assim como eu, decida não queimar sua carteira de trabalho.

Mas aceite queimar os velhos conceitos!

– Queime suas crenças de que precisa de proteção e que a legislação trabalhista o protege. Acredite, ela não o faz!

– Queime a ideia da pseudo-comodidade das férias seguras e do 13º garantido em troca das possibilidades que pode construir na vida profissional, compartilhando os desafios e o sucesso.

– Queime a sua mentalidade de 8 horas de atividade, quando você acaba sendo improdutivo em grande parte do tempo, por raiva de estar preso a uma carga horária fixa.

– Queime o costume de fofocar contra os “colegas da firma” e o “chefe chato”. (Eles são trabalhadores presos na mesma máquina que você!).

– Queime o desânimo e o pensamento de “eu só trabalho aqui”. (Pessoas – dentro e fora da sua organização – dependem de você e torcem por você!)

– Atue com paixão e faça seu Trabalho ser maior e mais produtivo do que uma relação contratual e seus limites legais. Tenha orgulho do seu Trabalho!

Você é maior e mais completo do que qualquer documento formal pode lhe dizer, e sua produção merece mais humanidade, beleza, potência e reconhecimento do que cabem no livreto azul!

Alô, Empresa! O funcionário NÃO é seu!

Você já ouviu chefes, líderes ou representantes de organizações dizendo algo como “os nossos funcionários”, “nossos colaboradores”, “o meu time”, “a minha assistente”, e por aí vai….

Poderíamos pensar que “nosso/nossa/meu/minha” são apenas pronomes, que utilizamos para facilitar a comunicação e, no máximo, indicar a posição das pessoas em relação a organizações e estruturas hierárquicas. Mas será que é só isso mesmo, “meu” amigo?

Não! Infelizmente, há líderes hierárquicos mais possessivos do que esses pronomes!

Há empresas e chefes que pensam ser donos do destino profissional dos funcionários!

A maioria das empresas ainda acredita que os funcionários “são o maior ativo da organização” (zzz…. por favor me acorde em alguns minutos… zzz).

A definição de ativo é “bens e direitos que pertencem a uma organização”. Acho que não preciso me alongar aqui, para mostrar que pessoas não são bens, nem direitos, tampouco pertencem à organização.

Há poucos meses, a líder de RH (uma profissional de quem eu gosto e que admiro!) de uma empresa me procurou com uma mensagem mais ou menos assim “Soube que você conversou com pessoas da minha equipe, para uma oportunidade de Trabalho na sua organização. Como nós somos usuários dos serviços da sua empresa, gostaria de propor um acordo para que vocês não abordassem nossos colaboradores ou evoluíssem em processos seletivos, sem contato prévio conosco. Aqui, mesmo tendo uma necessidade de contratação acelerada, temos política de não contratar profissionais de clientes e parceiros.”

Percebem a quantidade de pronomes possessivos mal-empregados?!! O time não é seu, a empresa não é sua e, principalmente,

O FUNCIONÁRIO NÃO É SEU!

Na verdade, eu recebi a mensagem como um convite à reflexão! Não é um assunto tão simples quanto parece. A relação Trabalhador-Organização, pressupõe um nível de confiança em que as partes tenham abertura para conversar (e buscar alternativas) quando as coisas não vão bem. Infelizmente, sabemos que nem sempre é assim. Há profissionais que abandonam projetos em que tinham um papel muito relevante, sem comunicar seus parceiros de Trabalho, bem como há chefes que demitem funcionários que nunca receberam sequer uma pista de que não estavam atendendo as expectativas combinadas.

Em diversos momentos da minha vida profissional, eu vi colegas, chefes e subordinados sendo levados (leia-se, decidindo partir) para novas oportunidades de Trabalho! A saída desses profissionais trouxe desafios para as organizações e para os times, sem dúvida. Dói perder um parceiro de Trabalho! Mas, às vezes, o sentimento de perda é puro EGO!

Eu acredito que o papel do Trabalho e das organizações é potencializar a realização humana, a consolidação da identidade, o sentido de pertencimento… (filosofei, tá bom…). Portanto,

Se outra organização tem uma possibilidade de Trabalho que possa interessar a uma pessoa que está empregada na empresa onde você trabalha, você – gestor, líder, chefe, coordenador, carrasco, brother, ou o que você acha que é na relação Empregado x Empregador – NÃO tem o direito de restringir o acesso a essa oportunidade.

Sabe o que você tem? A chance de criar uma relação saudável com as pessoas que trabalham com você, para que elas conversem e contem pra você quando receberem propostas que julguem interessantes no mercado! E que elas tenhamvoz para dizer como se sentem no emprego atual e como veem a relação com Trabalho – o que falta, o que sobra, o que é bom e o que poderia ser diferente.

Como eu sempre digo, o Trabalho é uma forma de Amor, e, tanto em um campo quanto no outro, substituir estratégias de controle pela construção de uma relação de confiança, respeito e apreciação traz muito mais leveza e felicidade aos envolvidos!